Fala, pessoal! Tudo bem?

Título diferente para começar um post, não? Cuidado com a pizza???
Calma, não estou me referindo àquela pizza do final de semana, mas sim ao gráfico de pizza.

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Apenas para relembrar, nesta sequência de post, estamos utilizando as dicas absorvidas no livro Storytelling com Dados da autora Cole Nussbaumer Knaflic.

O gráfico de pizza é um elemento visual tão amado por alguns, tão odiado por outros. Mas perché???
Não se engane! O gráfico de pizza até pode ser bonitinho na tela, mas ele esconde muitos segredos que podem acabar arruinando os seus dados. Já vou mostrar um exemplo.

Lembre-se sempre da premissa: “Temos que construir gráficos pensando no público que vai consumir, que irá usar como fonte de informação e não apenas mais “um gráfico”.

Isto, porque, nosso cérebro não consegue tomar uma decisão rápida quando utilizamos este tipo de gráfico, ele precisa de um tempo maior para separar todas as fatias e fazer o cálculo do quanto aquela fatia representa do total.
Ainda podem dizer “Mas é tão simples olhar! Está ali, bem distribuído, com cores diferentes! Isto não é um problema, e ainda ficou bem bonitinho.” cuspindo arco-íris aqui (

Ok. Ficou “bonitinho”, mas, raciocine comigo no seguinte cenário: Seu diretor deseja analisar as vendas diárias. Em poucos segundos ele vai focar no que é do interesse dele e, dificilmente vai querer focar a atenção em toda a relação da pizza para descobrir o pior ou melhor.

Veja este exemplo no Power BI.

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Quem é maior? Cliente A ou Cliente B?

Observando, está “bonitinho”, mas… Está realmente funcional? Agrega alguma informação? Quem vendeu mais? Cliente A ou Cliente B? E ainda tem gente que coloca todo o portfólio de itens (tipo, mais de 30 itens)…
Ai vão dizer: “Só colocar legenda e pronto”. 
Ok, vamos la novamente.

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Com legenda, mais ainda estranho.

Beleza, tem legenda e…….????
Você tem que ficar “catando milho” para ver o melhor / maior / menor cliente.
Ai vão dizer: “Mas classifica agora do maior para o menor”. Ok.
Resolve? Não muito.

Tá vendo o trabalho que dá apenas para tentar deixar a informação o mais perceptível possível?
Se eu uso pizza?

Claro que uso, maaaaaas, somente até o limite de duas ou três categorias, e olhe lá! Pois, dependendo da informação, o gráfico de barras pode dar um impacto muito maior na tradução dos dados.

Lembre-se que, quanto mais clean e objetivo nosso gráfico, melhor. Temos que mostrar valores agregados em nosso trabalho. Temos que deixar o melhor possível para a pessoa que for consumir os dados, utilizá-lo como parte de um conjunto de informações estratégicas e não como um novo ETL(Extract, Transform and Load) visual.
Que tal transformar em barras horizontais?

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Percebemos que os nossos olhos “traduzem” rapidamente a informação em gráfico de barras, é mais objetivo! Nossos olhos focam rapidamente e o cérebro processa muito mais rápido.

Como comentei antes, tudo isto vai do seu objetivo, do seu perfil de trabalho, dos seus dados e, principalmente, do seu público. Não estou falando “ABANDONE A PIZZA, ABANDONE A PIZZA”! Não é isto. Pense no seu usuário final. É apenas uma dica para que você crie os seus relatórios como fonte de informação rápida e estratégica.
Por hoje é só, abraços e nos vemos na próxima e………..

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Como visualizar e demonstrar dados! Parte 01 – Cuidado com a pizza!
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